NATAL NOS PAÍSES LUSÓFONOS

17-12-2020

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Natal nos países lusófonos

Dezembro chegou! E uma das datas mais celebradas do ano também já bate à porta, com todos os seus festejos e tradições: o Natal.

Vastamente celebrado ao redor do mundo, muitas de suas tradições e símbolos são universais, embora outros sejam extremamente específicos a cada país. Se “All I Want for Christmas Is You” da cantora Mariah Carey, parece onipresente durante o mês de dezembro nos EUA, o Brasil consagrou “Então É Natal”, versão interpretada pela cantora Simone para a música de John Lennon “Happy Xmas (War Is Over)”, enquanto em Portugal não há quem escape de ouvir “A Todos um Bom Natal”, pelo Coro de Sto. Amaro de Oeiras.

As diferenças de tradições natalícias vão além das músicas mais tocadas, entrando no território de costumes religiosos, vocabulário e, principalmente, comida, um dos bastiões mais robustos de uma cultura. E os países lusófonos não são exceções: todos possuem semelhanças e diferenças entre si quando se trata de costumes natalícios.

As semelhanças são diversas, considerando-se que foi Portugal quem levou as celebrações de Natal às suas colônias: as cidades e casas são decoradas com árvores de Natal, guirlandas e presépios retratando a cena de natalidade, e é costume as famílias se reunirem para jantar e trocarem presentes na noite do dia 24, e, à meia-noite (ou ao meio-dia do dia 25) frequentarem a famosa missa do galo, cujo nome remete à lenda de que um galo teria cantado fortemente à essa hora para anunciar o nascimento do menino Jesus.

No entanto, as diferenças culturais também se fazem sentir em outros aspetos.

Vocabulário

Uma das diferenças entre o português brasileiro e o europeu que se manifesta durante o mês de dezembro é o nome dado a um dos maiores personagens natalinos no imaginário coletivo: Santa Claus, como ele é conhecido nos EUA e no Canadá, é chamado de Pai Natal em Portugal e nos países africanos lusófonos, mas Papai Noel no Brasil.

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O nome “Pai Natal” não é incomum nos países da Europa ocidental: no Reino Unido ele é conhecido como Father Christmas, Père Noël na França e Papá Noel na Espanha. O Brasil adotou a denominação francesa em vez da portuguesa, resultando em Papai Noel.

Outra diferença é o tradicional jantar na véspera de natal, que no Brasil chamam de ceia de natal, mas que em Portugal recebe o nome de consoada (nome derivado do latim suum, significando juntamente, em companhia, e em geral precedido por de com, formando a palavra de consuum). E a diferença neste caso não se limita somente ao nome: em Portugal, a consoada refere-se não só ao jantar no dia 24, mas também à troca de presentes que se segue.

Celebrações

As celebrações de qualquer data festiva refletem a cultura própria do país, seus costumes e até mesmo o seu clima e recursos naturais, adaptando uma celebração global ao seu modo de vida.

  • Portugal

Do norte ao sul do país, a consoada de natal consiste comumente de peru, leitão ou borrego assado, polvo cozido, além do clássico bacalhau cozido com ovo, batatas e couve. De sobremesa, não podem faltar as castanhas, o famoso bolo-rei com frutas cristalizadas e frutos secos, rabanada, filhós, sonhos, broas e azevias — tudo sempre regado ao melhor vinho português, claro!

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Após a consoada, ocorre a tradicional troca de presentes entre os familiares e/ou uma sessão de amigo oculto, e a missa do galo na véspera ou no dia de natal. No interior do país, o natal ainda conta com a queima do madeiro na noite de 24 de dezembro, a tradição de se acender uma fogueira no adro da igreja após a missa do galo, e ao redor da qual a comunidade se reúne para cantar e dançar. Em alguns lugares, essa fogueira é mantida acesa até o Dia de Reis (6 de janeiro).

  • África lusófona

Presépios, árvores decoradas com neve falsa, luzes e pais natais, troca de presentes e a missa do galo. O Natal dos países africanos lusófonos é extremamente semelhante ao de Portugal, com a grande diferença sendo as comidas típicas.

Em Angola, a consoada dá preferência a pratos vegetarianos, com arroz e mandioca marcando presença, e a galinha substituindo as carnes tradicionais portuguesas.

As bebidas da consoada, no entanto, são algumas das características mais distintas das suas celebrações: kissângua, uma bebida tradicional do povo de Ovimbundu, no sul de Angola, feita originalmente com milho (embora a feita com ananás também seja extremamente popular); capurroto, uma bebida alcoólica destilada feita a partir do açúcar; kimbombo, semelhante à kissângua, mas com teor alcoólico mais elevado devido ao tempo mais prolongado de fermentação da casca da fruta.

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Outro detalhe interessante é o fato de que as árvores de natal tendem a ser ciprestes ao invés de pinheiros, devido à flora do país.

Em Cabo Verde, uma das tradições mais divertidas do natal é o bolo-rei que pode vir com um presente ou uma fava na parte de dentro para um dos comensais encontrar!

A consoada cabo-verdiana geralmente consiste de uma cabritada, xerém, chanfana e djagacida, enquanto a sobremesa inclui doce de coco e pastéis de milho, além da clássica rabanada.

Na Guiné-Bissau, onde 50% da população é islâmica, 40% ainda mantêm suas crenças nativas, e apenas 10% são praticantes do cristianismo, não é de surpreender que celebrações como o natal e a páscoa não sejam de cunho cristão, mas apenas festividades em que as famílias se reúnam, e decorações como presépios não sejam comuns.

Os pratos guineenses mais frequentes na consoada são o caldo de chabéu, caldo branco e a cabritada.

Em São Tomé e Príncipe, a consoada conta com a presença de comidas típicas como calulu, o blablá, quizacá, moqueca e azagoa, enquanto na Guiné Equatorial a data é celebrada com trocas de presentes e canções animadas, e é comum representar-se a cena da Natividade com pessoas.

Em Moçambique é habitual as crianças fabricarem elas mesmas as figuras do presépio com madeira branca e maleável. No lugar do quase onipresente bolo-rei, é o pão-de-ló que faz as honras da sobremesa após a consoada.

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  • Ásia lusófona

Em Macau, apesar de localizada numa região em que a presença do catolicismo é inexpressiva, seu passado de colónia portuguesa significa que o Natal é celebrado tanto no aspeto religioso, com parte da população macaense frequentando a missa do galo, como no aspeto festivo e até mesmo o comercial: a presença de pais natais, renas, elfos, luzes natalinas e todas as decorações costumeiramente associadas ao Natal é inescapável nos grandes centros comerciais.

Já em Timor-Leste, celebrações natalícias por muito tempo não foram aconselháveis, devido aos anos de ocupação indonésia; mesmo assim, ainda há quem comemore o Natal com uma consoada geralmente composta de pratos como ketupa, sagu e kué rambu.

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  • Brasil ​

As características de um Natal brasileiro não diferem em muito das de seus companheiros lusófonos: decorações de pais natais (o “Papai Noel”), neve falsa, luzes pisca-pisca, presépios e bonecos de neve (apesar de ser verão no hemisfério sul) e árvores de natal são abundantes de norte ao sul do país, onde chega a cair neve.

Como em todos os outros países aqui citados, a real diferença reside na ceia: o peru assado é o prato mais popular para a refeição da véspera de natal, embora o tender, o chester e o bacalhau não fiquem muito atrás, e sempre acompanhados de arroz à grega e farofa, o acompanhamento mais essencialmente brasileiro. As sobremesas mais populares são a rabanada e frutas tropicais, e a bebida mais escolhida é a o champagne.

Tal como os portugueses, há a troca de presentes e/ou o amigo oculto após a ceia, e raras são as cidades em que não haja uma queima de fogo-de-artifício para celebrar a data. O Natal termina de fato apenas no Dia de Reis, quando as famílias finalmente desmontam as árvores de natal e guardam as decorações que somente verão a luz do dia novamente dali a onze meses.

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Apesar das diferenças linguísticas e culturais entre cada um destes países, uma coisa é clara: quer seja no hemisfério norte, em meio às temperaturas congelantes do inverno, quer seja no hemisfério sul, em meio ao calor do verão tropical, o Natal lusófono claramente não pode deixar de contar com a presença da família, presentes e, claro, muita comida!

E a todos, um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!


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