Próxima paragem: Guiné-Bissau

Próxima paragem: Guiné-Bissau

Uma viagem pelos países lusófonos

Ao longo de uma série de artigos, a L10N Making Translation Invisible vai transportá-lo até ao Mundo da Lusofonia. Conheça os costumes, as características únicas destes países e (re)descubra um universo de diversidade e multiculturalismo, unido por um dos elos mais poderosos que pode existir – a língua portuguesa!

Adivinhe onde chegamos!

Exatamente… Guiné-Bissau.

A República da Guiné-Bissau está localizada na costa ocidental do continente africano e tem, aproximadamente, 1,8 milhões de habitantes.

A economia guineense está muito debilitada devido ao atribulado processo de independência, a incessantes conflitos internos e a um sistema político extremamente instável. As principais exportações consistem em peixe, madeira, castanha de caju e nozes.

A identidade cultural tem antecedentes multiétnicos fortemente enraizados, que se refletem principalmente no cinema, na música e na dança. Os estilos próprios, como o Gumbé, o Broska, o Kussundé e o Djambandon têm várias influências de outras culturas.

O português da Guiné-Bissau

A República da Guiné-Bissau declarou a sua independência de Portugal a 24 de setembro de 1973. Embora a Língua Portuguesa seja o idioma oficial, apenas 27% da população o fala como primeira língua. O Crioulo da Guiné-Bissau é um idioma com bases em vários dialetos locais e, com cerca de 80% do seu vocabulário retirado do português, é o mais utilizado para a comunicação do dia a dia. Cerca de 90% da população guineense adotou-o como primeira ou segunda língua.

A Língua Portuguesa serviu, acima de tudo, como um idioma de unificação para a Guiné-Bissau. Nenhum dos grupos étnicos do país aceitava que o idioma de outro grupo fosse elevado a língua oficial sem que o seu próprio idioma o fosse também. O facto de existirem muitos idiomas locais impossibilita a sua elevação conjunta a línguas oficiais. Deste modo, mesmo não sendo o idioma maioritário, a língua portuguesa atua como língua franca.

Embora a Guiné-Bissau tenha ratificado o Acordo Ortográfico de 1990, a ortografia de 1945 continua a vigorar na larga maioria dos textos produzidos em português. Visto que é, sobretudo, uma língua burocrática e que tem muitas variantes diferentes dentro do país, é difícil estabelecer uma ligação viável entre português europeu e português guineense. No entanto, deixamos alguns exemplos mais generalizados de algumas particularidades do português da Guiné-Bissau abaixo:

O tema das diferenças entre a variante de português da Guié-Bissau e o português de Portugal é extenso, podendo ocupar muitas mais linhas, reunir muitas mais opiniões e perspetivas, mas deixamos-lhe o essencial.

Na L10N, somos especialistas nas particularidades das variantes das línguas e é por isso que contamos com uma equipa composta por linguistas nativos guineenses, daí surge o significado do nosso nome, L10N – Localização.

Boas conversas (em português)!