Máquinas vs Humanos: quem traduz melhor?

Máquinas vs Humanos: quem traduz melhor?

As máquinas estão em todo o lado, inclusive em postos de trabalho típicos de seres humanos.

Porém, ainda surge a dúvida: será a inteligência artificial realmente superior à inteligência humana?

De facto, ainda não existe uma resposta concreta e a tradução é algo no qual as máquinas já provaram ser competentes. Há dois anos atrás, a inteligência artificial (AI) era apenas capaz de traduzir de forma literal o que fazia com que alguns textos não fizessem de sentido em parte e, por vezes, no seu todo.

Nos dias de hoje, as máquinas neurais, (também conhecidas como deep learning), ainda precisam de um aperfeiçoamento do seu trabalho. É aí que os humanos são indispensáveis: depois da tradução da máquina, é feito uma revisão do conteúdo por um linguista que domina as sensibilidades da língua materna.

Para que se desenvolva a qualidade de tradução em AI são necessárias grandes quantidades de literatura, que depois de inseridas no sistema, permitem gerar algoritmos essenciais para a tradução. Para idiomas menos falados, essa quantidade de informação não está rapidamente disponível, principalmente, para tradução de documentação técnica, científica ou específica de uma empresa ou marca.

A verdade é que, online, existe toda uma panóplia de soluções de tradução automática que permitem traduzir gratuita e instantaneamente.

O exemplo mais e famoso é o Google Tradutor.

O Google tradutor, é, superficialmente, uma boa solução, visto que permite perceber de forma rápida o que está escrito num determinado e-mail, documento ou website. No entanto, caso pretenda, por exemplo, traduzir um contrato, um relatório interno ou até informações médicas de protocolos clínicos, deverá ter em conta algumas caraterísticas destes processos automáticos:

  • Não existe rigor. Sobretudo em tarefas que requerem precisão protocolar ou uma certa sensibilidade emocional, como é o caso de traduções que necessitam de alguns ajustes culturais: a um turista dos EUA que procura saber o preço de um cruzeiro no Douro, convém apresentar os valores em dólares, por exemplo.
  • Nos termos e condições do Google Tradutor é-lhe apresentado: “Ao submeter, publicar ou apresentar o conteúdo, concede à Google uma licença vitalícia, irrevogável, internacional, isenta de royalties e não exclusiva para reproduzir, adaptar, modificar, traduzir, publicar, utilizar publicamente, apresentar publicamente e distribuir qualquer conteúdo submetido, publicado ou apresentado nos serviços ou através dos mesmo”. Basicamente significa que o seu negócio/marca/empresa, deixará de ter privacidade nas informações traduzidas e que as mesmas poderão ser utilizadas por todos os utilizadores do Google. Valerá a pena perder essa privacidade.
  • A qualidade da tradução pode não ser satisfatória, uma vez que, com base num corpus gigantesco composto por variados textos, o computador determina estatisticamente a tradução que apresenta maior probabilidade de estar certa para cada frase.

 

 

E o ser humano?

  • Tem emoções.

Todos os negócios giram em torno de pessoas, com sentimentos e intenções específicas que uma máquina não consegue, de todo, compreender com a mesma sensibilidade.

Nunca se esqueça que irá vender o seu serviço/marca/produto a pessoas;

  • Um tradutor não se limita a corresponder palavras. Deteta e adapta referências culturais de cada país, para cada negócio;
  • Permite que dê a conhecer as suas preferências em termos de estilo e terminologias específicas do seu negócio.
  • Haverá intervenção de dois ou mesmo três linguistas para que o resultado final apresente rigor, eficácia e personalização.

O trabalho dos tradutores é compreender claramente a necessidade de cada consumidor – do seu cliente. A L10N tem uma metodologia própria que através de revisões e controlo de qualidade, certifica que um Brasileiro apanha um ônibus e não um autocarro.

As máquinas neurais ainda necessitam de pessoas para que o seu trabalho tenha valor e coerência. Mas nunca sabemos até que ponto elas podem vir a evoluir.