Gestão terminológica… E agora?

Gestão terminológica… E agora?

O mercado atual procura respostas rápidas, simples e com alto nível de exatidão.

Os clientes são cada vez mais exigentes e é preciso dar-lhes cada vez mais atenção. Precisam de identificar, imediatamente, a utilidade que uma marca tem na sua vida. E qual é a melhor forma de uma marca estar próxima das necessidades dos seus clientes? A própria personalidade da empresa é uma prova de que não é só através de ações, mas também pelas palavras e como estas são ditas, que se chega ao cliente.

É, por isso, frustrante quando dedicamos horas a criar um conteúdo impecável, atentos à escrita, voz e tom da mensagem que queremos transmitir e, no final, não surgiu o efeito que esperávamos. Algo falhou quando a mensagem chegou ao público e… é como se existisse uma barreira, sobretudo em mercados internacionais.

A marca deve sempre falar com uma só voz em todos os canais, em todas as situações, com todos os públicos-alvo e em todas as línguas. A voz é a identidade verbal da sua marca que revela a sua personalidade e comunica os seus valores. É através da língua, escrita ou falada, que os clientes compreendem a personalidade da sua marca e se identificam com ela. A língua abre as portas para novas oportunidades.

Como falar com o mundo inteiro a uma só voz?

A gestão terminológica é a melhor forma de assegurar que o que a marca diz é sempre o mesmo, independentemente do canal e da língua. A consistência da voz da marca gere confiança e clareza nos leitores.

Vejamos então um excelente exemplo: a Continental definiu quatro valores corporativos estratégicos com o objetivo de unificar a cultura da empresa independentemente da geografia: Confiança, Paixão por vencer, Liberdade para agir e Uns pelos outros. Os colaboradores portugueses compreendem, sentem e vivem estes valores, fruto da consistência na comunicação – o que dá força à identidade da marca.

Para garantir que esses valores sejam transmitidos, em qualquer parte do mundo, de forma coerente, foram definidas diretrizes sobre como os valores iriam ser comunicados em cada língua:

Alemão

Inglês

Francês

Português

Espanhol

Italiano

Assim a marca define como quer comunicar, de acordo com a realidade de cada público, mas sempre a uma só voz.

Se esta gestão não existisse, a cultura da Continental não seria tão clara e coerente nos diferentes mercados em que opera, ou seja, a utilização de palavras ou expressões diferentes para o mesmo conceito geraria confusão e um impacto negativo.

Assim, os tradutores profissionais, responsáveis pela transmissão da mensagem, garantem, graças à utilização de glossários, que estes conceitos serão sempre transpostos da forma pretendida, com consistência e coerência. No final, a marca Continental ganha confiança e credibilidade junto do público.

Além disso, com a correta definição dos termos em diversas línguas, a gestão terminológica assegura o sucesso da otimização para motores de busca (SEO). O uso das palavras certas, em cada língua, nos conteúdos online fará com que o seu website seja encontrado em cada mercado.

Finalmente, uma boa gestão terminológica irá poupar horas a corrigir diversos documentos nas diversas línguas, porque o mesmo conceito foi traduzido de forma diferente.

Veja um exemplo do glossário bilingue do Banco de Portugal em que a tradução do termo “tax authorities” é “administração fiscal”. Sem o glossário a indicar aos tradutores qual é a expressão certa/preferida do banco de Portugal, a tradução poderia ser “administração tributária” ou “autoridade tributária”. Esta ferramenta permite, assim, que um termo seja traduzido de forma consistente, quer seja em português, quer em inglês.

Dedique algum tempo a analisar esta questão com o seu parceiro de traduções multilingues para garantir que a sua marca fala a uma só voz nos quatro cantos do planeta.